Valorização dos recursos florestais na Amazônia brasileira
Hoje, o manejo sustentável das florestas tropicais visando a valorização de seus recursos, conservando-se sua integridade ecológica, é percebido como uma ferramenta de maior importância, capaz de contribuir com a preservação de amplos maciços florestais. A silvicultura da floresta amazônica está limitada ao sistema de derrubada seletiva, que consiste em coletar todas as árvores de valor comercial acima de um diâmetro mínimo de exploração previamente definido (45 cm), em ciclos de rotação de 30 anos. Nestes sistemas, a capacidade de reconstituição do ecossistema florestal será determinada, antes de tudo, pelas modalidades da exploração (intensidade, diâmetro de exploração, danos). Assim, a exploração constitui o primeiro e maior tratamento silvícola. Por este motivo, instituições de pesquisa numerosas, bem como ONG, unem esforços há mais de dez anos para promover e implantar técnicas de exploração ditas de baixo impacto, que visam minimizar o impacto da exploração, tanto no povoamento florestal, quanto no ecossistema florestal em geral. Hoje, estas técnicas de exploração de baixo impacto (EFI) constituem o principal critério ecológico da certificação FSC. Ainda que a EFI constitua incontestavelmente um progresso considerável na busca por práticas florestais mais respeitosas do meio ambiente, ela é apenas uma técnica de engenharia baseada na regra do diâmetro mínimo de exploração (DME), definida essencialmente em função das exigências do mercado e capacidades técnicas da indústria de transformação da madeira. O DME não corresponde a nenhum critério ecológico ou silvícola e não pode atender à diversidade específica encontrada na floresta amazônica; esta apresenta grande número de espécies comerciais (de 50 a 90 em um mesmo sítio), cada qual com suas próprias características e exigências ecológicas. Assim, atualmente, a capacidade que uma exploração planejada, baseada apenas no diâmetro mínimo de exploração (DME) tem de garantir a preservação de todas as espécies exploradas é amplamente questionado. Por este motivo, muito antes das dificuldades de ordem político, social e econômico, as tentativas de ordenamento e manejo sustentável das florestas tropicais que se assemelham à EFI ainda se deparam com uma compreensão insuficiente dos determinantes da dinâmica de povoamentos florestais. Assim, determinar os modos e intensidade das derrubadas com as quais é possível explorar em longo prazo (isto é, de forma sustentável) um povoamento florestal conforme sua composição florística e as condições de estação em que se desenvolve, constitui tanto um desafio quanto o principal desafio dos trabalhos conduzidos na área de manejo sustentável dos recursos florestais.
Parceria e financiamento
Projeto ABC EMBRAPA-CIRAD "Ecosilva" e projeto ABC IBAMA-EMBRAPA-IPAM-CIRAD "Floresta em pé" (apoiado pelo FFEM).
Description
Equipe
Plinio Sist (CIRAD, lotado na EMBRAPA).
Carmen Garcia-Fernandez (Universidade Autônoma de Madrid e CIRAD).
Osmar Aguiar (EMBRAPA AO), Milton Kanashiro (EMBRAPA AO), Fabrício Nascimento Ferreira (UFRA), Wagner Pena (UFRA), Lilian Procopio (INPA), Cristina Herrero (UAM), Cristina Galvão (IBAMA).
Courriel :
plinio.sist@cirad.fr
[ Um pouco mais ]
Ficha projeto (recursos florestais)
2.2 SIST Ressourcesforestières_PT_LIGAR.doc (506,50 kB)
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